É notório e evidente que minha vida é um processo dialético... Muitas vezes sou contraditório, e olha q contraditório mesmo, no meu orkut coloco exatamente isso, sobre toda essa questão, portanto agora em 03 de dezembro de 2008, voltarei a escrever nos meus blogs, não e fantástico! Como o primeiro post again vou colocar minha descrição do orkut:
WhO aM i?
Pergunta dialeticamente difícil...
Vamos ver...
Curto Rock e Samba, mas odeio Marcelo D2...
Tenho no mesmo cd Love me tender e em seguida uma música do Ventania...
Gosto de música clássica, mas tb adoro Rogério Skylab...
Luto pela justiça social, mas me vejo rodeado de "vida de playboy"....
Sofro por viver, ao mesmo tempo q amo, tenho tremores nas mãos e às vezes não sou muito compreendido...
Vejamos...
Faço Direito, mas sou meio torto...
Leitor de Schopenhauer, mas não aprendi ainda q a vida é um eterno sofrimento...
Sonho em ganhar na mega-sena e fazer de fato uma justiça social...
Fazer Filosofia...
História...
Ciências Sociais...
Letras...
Economia
e quem sabe Psicologia...
Curto músicas alternativas, mas tb gosto de Madona...
Bom quer mais complexo que isso?!
E para complicar amo a liberdade e estou namorando! Olha o paradoxo!
That´s this!
De fato, analisando o mundo com o quinhão arrebatador da tranquilade social, percebe-se que o mundo paira-se em relações de poder... a exógene poeiriu pombosa da atual conjuntara economica, faz com que vários indivíduos sejam excluso. Tal processo de exclusão torna-se dialéticamente ignorante, pois os excluídos muitas vezes rebelam-se e no final acaba excluindo a temos os incluídos, complexo talvez, mas se paramos para analisar veremos que o mundo é uma eterna exclusão... Enquanto a burguesia excluia o proletariado, este excluí a burguesia através da violência gerada devido as desigualdades sociais.
Os detentores do Poder, podem comprar quase tudo, mas infelizmente algumas coisas não são passíveis de venda tais como: segurança, amor, paz, solidariedade, carinho, compaixão e tantos outros sentimentos que felizmente são conquistados e não comprados...
Sendo as humildes palavras no momento,
Sem mais
Fábio
Ai vai um texto de um psicologa falando sobre transtornos bipolar e definitivamente parece q foi a Tici q escreveu:
São milhões de idéias que vem e vão de modo mais rápido que cada respiração. Não há inspiração que chegue, muito menos um breve tempo para se suspirar... Está tudo aí... Divinamente lúcido e cristalino. Quem agüenta tanto colorido, tanta vida de uma só vez? A visão de que tudo pode dar certo... De que arrumaremos o mundo, de que salvaremos os necessitados... Que o universo está cheio de possibilidades, onde tudo, exatamente tudo pode dar certo!
Nesses momentos somos reis e rainhas, somos deuses poderosos que entendemos a trama do universo e temos o poder para organizarmos tudo, para construirmos qualquer coisa que podemos imaginar...
Idéias e mais idéias se acumulam, na verdade são associações de pensamentos, onde um leva a outro cada vez mais potente e mais interessante... pena que na grande maioria das vezes o primeiro objetivo pensado seja perdido nessa avalanche associativa e tudo o que poderia ser feito tenda a virar fumaça dissociada, com uma possibilidade muito distante da concretização efetiva. Tudo acaba se perdendo no ar, na divagação que aumenta a cada novo pensamento que vai surgindo.
[...]
A questão é poder vivenciar, por piores que possam ter sido as nossas experiências/experimentações - na medida do possível - com o status de participante ativo juntamente com o de observador. Acredito que sempre exista a possibilidade do surgimento de um Eu saudável que pode lidar com toda e qualquer vivência pela qual se passa. Compreender esse tipo de “lição” nos habilita efetivamente a sermos os senhores das nossas próprias historias e não apenas vitimas indefesas.
Notem que podemos até nos sentir vitimizados por situações muito difíceis, mas o resgate do olhar sempre é possível.
- Sempre
por Silvia Malamud disponível em http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=6934
O coelhinho da pascoa assim como o fela do papai noel rejeitam os miseráveis putz q vida dura

de era cristã já se trocavam ovos pintados com motivos de natureza - lá eles têm até nome, pêssanka - em celebração à chegada da primavera.
Os chineses e os povos do Mediterrâneo também tinham como hábito dar ovos uns aos outros para comemorar a estação do ano. Para deixá-los coloridos, cozinhavam-nos com beterrabas.
Mas os ovos não eram para ser comidos. Eram apenas um presente que simbolizava o início da vida. A tradição de homenagear essa estação do ano continuou durante a Idade Média entre os povos pagãos da Europa.
Eles celebravam Ostera, a deusa da primavera, simbolizada por uma mulher que segurava um ovo em sua mão e observava um coelho, representante da fertilidade, pulando alegremente ao redor de seus pés.
Os cristãos se apropriaram da imagem do ovo para festejar a Páscoa, que celebra a ressurreição de Jesus - o Concílio
de Nicéia, realizado em 325, estabeleceu o culto à data. Na época, pintavam os ovos (geralmente de galinha, gansa ou codorna) com imagens de figuras religiosas, como o próprio Jesus e sua mãe, Maria.
Na Inglaterra do século 10, os ovos ficaram ainda mais sofisticados. O rei Eduardo I (900-924) costumava presentear a realeza e seus súditos com ovos banhados em ouro ou decorados com pedras preciosas na Páscoa. Não é difícil imaginar por que esse hábito não teve muito futuro.
Foram necessários mais 800 anos para que, no século 18, confeiteiros franceses tivessem a idéia de fazer os ovos com chocolate - iguaria que aparecera apenas dois séculos antes na Europa, vinda da então recém-descoberta América. Surgido por volta de 1500 a.C., na região do golfo do México, o chocolate era considerado sagrado pelas civilizações maias e astecas. A
imagem do coelho apareceu na mesma época, associada à criação por causa de sua grande prole.
Por Elias da Silva
Isso mesmo, vida margurada, quanta dor eu sinto nesse momento no meu coração...
É primeiro caranaval após muitos que eu não passo na praia...q legal neh...mas faze o q...é duro essa vida de proletáriado, mas o importante é q festei muito...
As vezes coisas simples nos torna tão satisfeitos com a vida, porém as vezes coisas mais simples ainda nos destroem, nos deixam como vermes....
abraços
"Falar o que se sente é considerado uma fraqueza. Ao sermos absolutamente sinceros a vulnerabilidade se instala. Perde-se o mistério que nos veste tão bem, ficamos nus. E não é esse tipo de nudez que nos atrai.
Se a verdade pode parecer perturbadora para quem fala, é extremamente libertadora para quem ouve. É como se uma mão gigantesca varresse num segundo todas as nossas dúvidas. Finalmente se sabe."
(Martha Medeiros - 02/04/06 - Revista O GLOBO)
A modéstia é a vaidade escondida atrás da porta.
Mário Quintana
Ser poeta não é dizer grandes coisas, mas ter uma voz reconhecível dentre todas as outras.
Mário Quintana
E melhor se poderia dizer dos poetas o que disse dos ventos Machado de Assis: "A dispersão não lhes tira a unidade, nem a inquietude a constância".
Mário Quintana
Por que será que a gente vive chorando os amigos mortos e não agüenta os que continuam vivos?
Mário Quintana
..duro é vc olha pra trás e vê tudo o que deixou foram momentos bons, mas nada sólido e o pior sem um amor de verdade...
Fábio RoBra
Um abraço excentrico, porém admirável Fábio RoBra...
vai um poema q nem sei quem é o autor
A Flor e a Náusea
Preso à minha classe e a algumas roupas,
Vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo?
Posso, sem armas, revoltar-me'?
Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.
O tempo pobre, o poeta pobre
fundem-se no mesmo impasse.
Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase.
Vomitar esse tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.
Estão menos livres mas levam jornais
e soletram o mundo, sabendo que o perdem.
Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.
Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima.
Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.
Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.
Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.
Em pleno berros do Gritando HxCx com a música eu odeio o sistema e após a banda A par of guitar com a música 1991...venho postar...mas infelizmente não tenho muita coisa a dizer...aliás não consegui realizar minha meta dessa semana vamos ver....agora vai uma frase do Paulo Bonfá da Mtv q achei legal
"ainda bem q o mundo é uma bola porque se fosse duas seria um saco "
Um abraço Fábio RObra
Bom realmente resolvi ficar com os dois blogs, ou seja, fazer um novo e o nome dele é Existo, logo penso... ( http://fabiobrasilino.zip.net ) uma citação de Nietzsche nele pretendo organizar todo o conteúdo cultural e q possa ser útil para algumas mentes que não estão tão abertas assim...mas o It´s very nice pra xuxu... não vai fechar, isso pq ele é a Alma Mater...aqui tem muita história, praticamente relatei boa parte de minha vida desde 2004 aqui e tem muitos comentários da minha amiga in memorian Tici aqui e realmente não poderia descartá-lo de jeito nenhum, vou continuar expondo meus desejos, meus descontentamentos e toda baboseira inútil q sempre mantive durante esse tempo intercalado com os post culturais, mas agora os post culturais terão o seu lugar e aqui ficará como uma fonte de fulga minha para com a sociedade... vcs não imagina q estou até pretendendo parar de beber por algum tempo, não q tenha mudado meus dogmas, mas q resolvi ver qual é...além de eu poder economizar uns cruzeiros "e provar pra todo mundo q eu não precisava provar nada pra ninguém" quem quiser veja os post anteriores...tem até a citação de um livro, talvez o último q postarei nesse blog é o livro do eduardo bittar logo a dois post abaixo
Atenciosamente o Sr. Fabio Robra, agora com dois blogs...
É estava pensando em montar outro blog paralelo a este, mas será que compensa? Na realidade pretendo reformular a maneira do meu blog, mas estou indeciso se devo manter este ou montar outro?! Não sei... Gostaria de manter este de uma maneira simplista sem correções ortográficas e escrevendo como se fosse um refúgio ao mundo, talvez eu faça isso.
Na realidade ao escrever este post eu mudei de idéia e vou tentar, qualquer coisa volto a ficar só com este...
valew vou tentar manter os dois blogs atualizados sempre, mas o It´s...será só para meus sentimentos mais intimos e sem preocupações formais como fora até aqui...
Um abraço Fábio RoBra
p. 3 - "[...] Onde está a humanidade está a ambigüidade. É assim que a mesma ciência que produz cura de doenças para milhares também produz artefatos capazes de destruição
p. 3 e 4 – “[...] Falar de ética, bem como do entrelaçamento desta com as questões da cidadania, não é contra-censo, mas sim um exercício necessário, até mesmo porque num momento de ceticismo ético e de derrocada dos universais morais se depreende novos valores despontando a partir da própria cultura histórica desse tempo. [...]”
p. 7 - “[...] O problema das exclusões (sociais, raciais, étnicas, econômicas, políticas...) tem a ver, direta e indiretamente, com os modos pelos quais se estruturam as consciências em torno do convívio social. [...]”
p. 11 – “[...] exercitar cidadania não significa, em momento algum, delegar ao Estado a tarefa de gerenciar políticas públicas, ações estratégicas ou investimentos adequados em justiça social. [...]”
p. 17 e 18 – “[...] falar em cidadania, em seu conceito clássico extraído da política e das relações jurídicas às quais estão jungidos os cidadãos de um Estado, parece falar de um recalque, de um luxo, na medida em que homens e mulheres, crianças, adultos e idosos nem sequer alcançaram a condição elementar de vida digna (ou minimamente decente para a sobrevivência) e, portanto, administram suas vidas (suas decisões pessoais, familiares, ético-comportamentais, logísticas de auto-salvação etc.) na base de um único e primitivo critério: a sobrevivências. Falar em cidadania, nesse contexto conceitual clássico, como capacidade de votar e ser votado, como condição política do cidadão perante o estado e seus instrumentos de participação política, parece falar de alguma coisa que faz pouco sentido e repercute parcamente na dimensão de vida de cada uma das pessoas que se encontram nessa condição.”
p. 18 – “Em verdade, a real identidade da palavra cidadania, com o acento que se quer conferir ao termo, reflete exatamente essas preocupações, significando, portanto, algo mais que simplesmente direitos e deveres políticos, e ganhando a dimensão de sentido segundo a qual é possível identificar nas questões ligadas à cidadania as preocupações em torno do acesso às condições dignas de vida. [...]”
p. 19 – “Enquanto a dimensão do ser for definida com base na dimensão do ter, então não haverá espaço para nenhuma política, sociedade ou solução econômica viável à construção da real identidade ético-cidadã entre os indivíduos [...]”
p. 22 – “[...] Se se acredita na desigualdade como sendo algo natural, então nada se faz para mudar esse estado de coisas. Se se considera que são determinantes socioeconômicas que produzem desigualdades, então se passa a perceber o atrelamento das elites com o poder, e as articulações das superestruturas ideológicas para a disseminação de mentalidades que favoreçam um caráter dócil e domesticável das pessoas perante instâncias de dominação social. [..]”
p. 23 – “ De fato, a conclusão não pode ser outra, senão a de que as sociedades alternam na identificação de quem sejam seus ‘subversivos’, ou ‘perseguidos’, ‘espólios’, ‘excrementos’, ‘bandidos’, ‘indesejáveis’, ‘desviantes’. Não importa quem sejam, importa que sempre existem. Atrás disso está toda uma discussão sobre as idéias de normalidade e anormalidade [...] Numa sociedade marcadamente influenciada pelo ideal do capital (lucro como meta de vida), pelo valor do material (ter no lugar de ser), pela dimensão da vantagem pessoal na organização das relações humanas (reificação das relações interpessoais), sem dúvida alguma será o despossuído a nova figura a ser demonizada. Então, o despossuído será o desviante, por não ter condição de estar incluído nas múltiplas dimensões da vida socioeconômica contemporânea, carecendo de acesso ao emprego, a condições dignas de vida, informação e participação nas decisões sociais. Estar fora do mercado é o decreto suficiente dado pela sociedade para o princípio do processo de degradação da pessoa humana, nisso envolvido seu esquecimento, seu desprezo, a diminuição da sua liberdade, a castração de seu acesso a bens etc. Estar fora do mercado é sinônimo de estar fora da dimensão de inclusão social e, portanto, tornar-se um convidado a participar da divisão do grande bandejão da miséria social, do refugo do que a própria sociedade é capaz de produzir, exatamente porque é incapaz de distribuir adequadamente. [...]”
p. 35 – “[...] Percebe-se que uma espécie de doença se espalhou por toda sociedade, contaminando as mentes, as intenções, os sentimentos, o comportamento e a educação dos jovens: nada é feito sem um cálculo escrupuloso de vantagens e desvantagens, lucros e recompensas materiais. Cada indivíduo é valorizado pelo que produz e não pelo que é.”
p. 42 – “[...] faz refletir em quanto o passado está incorporado no presente, e o quanto o futuro deverá fazer para apagar as marcas do passado.”
p. 55 – “De pouco adianta a ação não violenta de poucos, enquanto potências hegemônicas constroem sua territorialidade e sua superioridade na base do armamentismo e da guerra pelos estoques nucleares. [...]”
p. 63 e 64 – “ ‘A arte da política, se for democrática, é a arte de desmontar os limites à liberdade dos cidadãos; mas é também a arte da autolimitação: a de libertar os indivíduos para capacitá-los e traçar, individual e coletivamente, seus próprios limites individuais e coletivos. Esta segunda característica foi praticamente perdida. Todos os limites estão fora dos limites. Qualquer tentativa de autolimitação é considerada o primeiro passo no caminho que leva direto ao gulag, como se não houvesse nada além da opção entre a ditadura do mercado e a do governo sobre as nossas necessidades – como se não houvesse lugar para a cidadania fora do consumismo. E nessa e só nessa forma que os mercados financeiros e mercantil toleram a cidadania. E é essa forma que os governos do dia promovem e cultivam. A única grande narrativa que restou nesse campo é (para citar de no Castoriadis) a da acumulação de lixo e mais lixo. Para essa acumulação não deve haver limites (isto é, todos os limites são considerados anátemas e nenhum limite seria tolerado). Mas a autolimitação deve começar a partir dessa acumulação, isso se quiser começar.’ (BAUMAN. Em busca da política. 2000, p. 12).”
p. 77 – “[...] ‘aprender com o diferente, não permitir que o nosso mal-estar pessoal ou a nossa antipatia com relação ao outro nos façam acusá-lo do que não fez são obrigações a cujo cumprimento devemos humilde mas perseverantemente nos dedicar.’ (FREIRE. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 1996, p. 16-18).”
p. 78 – “[...] A ignorância está na base de muitos erros [...] Dessa forma é que educar significa crescer. O conhecimento que se expande se reverte em maiores chances de novas criações e novos encontros de idéias, das quais se engendram ainda novas alternativas de ser e de se comportar. Aí está a chave para a abertura, para a modificação. Aí está a chave para o reforço da ética. A falta de instrução é, antes de tudo, privação de escolha e castração de acertada deliberação.”
p. 80 – “[...] O papel da educação é libertário, já se disse, e não negador, castrante, coisificador, limitador, constritor, amordaçador, ritualizador e, finalmente, abortivo. [...]”
p. 101 – “Na verdade, quando se pensa na função do educador, deve-se pensar nele desempenhando uma tarefa de humanista, o que também significa fazer perceber ao educando que se encontra na condição de oprimido para despertá-lo em direção à libertação por meio de práticas convenientes e adequadas para tanto. Para que isso ocorra, a humanização vai no sentido contrário de qualquer concepção bancária da educação, e verte-se no sentido criativo da educação conscientizadora, engajadora, habilitante, estimulante e produtiva [...]”
p. 102 – “No lugar da fixação, da reprodução, do continuísmo, surgem a revolução, a renovação, a libertação, a abertura, enfim, a criação. [...]”
p. 102 e 103 – “Explorando temas de motivação e proximidades com as reais condições vivenciais e existenciais do povo, instigando a mentalidade da pesquisa e da busca autônoma pelo saber, demonstrando as causas e as razões da opressão, motivando o diálogo e ouvindo o que o educando tem a dizer, assumindo eticamente sua responsabilidade profissional e social com a cidadania e a responsabilidade política, demonstrando e agindo para a vida e negando a morte abortiva das mentalidades, permitindo que a liberdade invada os modos pelos quais as práticas pedagógicas se fazem, assumindo atitudes democráticas na condução dos trabalhos acadêmicos, tornando-se um educador-investigador para trazes sempre novos estímulos aos alunos e a si mesmo, combatendo toda forma de exclusão social que se possa instaurar dentro da escola ou da sala de aula, instaurando e assumindo a politicidade do mister educacional, formando e informando o educando quanto à sua própria realidade histórico-social, veiculando a paixão pela mobilização que a educação é capaz de proporcionar, vivenciando por suas atitudes o compromisso assumido com a sala de aula, são algumas formas de dar passos em direção à libertação do oprimido de sua condição, bem como em direção à formatação de uma nova conjuntura educacional capaz de motivar a superação do povo brasileiro pelas suas próprias forças.”
p. 137 – “Totalitarismo, armazenagem de armas de destruição em massa, desrespeitos aos direitos humanos, terrorismos são apenas os argumentos de roupagem externa de que se utilizam os americanos para darem continuidade ao processo de expansão de um colonialismo mundial, de uma submissão econômica dos povos, demonstração clara do quanto a Estátua da Liberdade tornou-se o símbolo do despotismo, da unilateralidade, do arbítrio e da força desmedida, indicativos que contrariam a própria bandeira que costumam os americanos ostentar diante do mundo.”
p. 180 – “Certamente o capitalismo não é para Habermas a alternativa para a solução das pendências sociais e humanas mais profundas, até porque parece previsível o colapso do sistema capitalista que, na profunda dependência da economia e da burocracia, convive dificilmente com a legitimidade popular de que carece. Habermas, mediante seu aprofundado estudo sobre a crise de legitimação no capitalismo avançado, está plenamente cônscio dos problemas e abalos que vive o sistema político-capitalista dominante na maior parte dos países desenvolvidos, com conseqüências diretas sobre os países em desenvolvimento [...]”
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